Consulte-se com especialistas

Sabemos que o diabetes é uma doença crônica e muitas vezes silenciosa, o que significa que os sintomas podem surgir quando já existem complicações relacionadas aos altos níveis de açúcar no sangue. Considerando isso, mesmo após o diagnóstico e o início do tratamento, é preciso ser feito um acompanhamento periódico para avaliar a evolução da doença.

Sobre as consultas, é muito importante haver um acompanhamento regular com um médico, especialmente os que fazem uso de insulina. As consultas são fundamentais para o ajuste das doses dos medicamentos de acordo com os níveis de açúcar no sangue. Um dos exames para avaliar esses níveis é o da hemoglobina glicada, que consegue mostrar uma média dos níveis de açúcar nos últimos 3 meses. Além desse exame, é muito importante também levar anotadas em todas as consultas as medidas da glicemia capilar (feito na ponta do dedo) que foram feitas em casa, para assim poder melhorar o tratamento e o controle do diabetes.

Dentre as manifestações clínicas iniciais do diabetes, além da hiperglicemia, temos como sinais clássicos:

  • Poliúria (Produção de urina acima do normal por dia);
  • Polidipsia (Excessiva sensação de sede);
  • Polifagia (fome excessiva e aumento do apetite);
  • Emagrecimento;
  • Fadiga;
  • Fraqueza;
  • Alterações súbitas de visão;
  • Formigamento ou a dormência nas mãos ou pés;
  • Pele seca;
  • Lesões que cicatrizam de forma lenta;
  • Infecções recorrentes.

A pessoa com diabetes está sujeita a desenvolver complicações agudas:

  • Hipoglicemia;
  • Cetoacidose diabética;
  • Síndrome de Hiperglicemia Hiperosmolar;

Ou Complicações Agudas Crônicas:

  • Neuropatia;
  • Microangiopatia;
  • Retinopatia;
  • Nefropatia;
  • Macroangiopatia;

Que se não tratadas podem acabar causando uma deficiência circulatória no coração e no cérebro, manifestada por acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio ou em membros inferiores como a doença vascular periférica.

O tratamento da pessoa com diabetes tem por objetivo a obtenção de um bom controle metabólico, mediante dieta balanceada, atividade física regular, uso de antidiabéticos orais e, se necessário, o uso de insulina exógena. O tratamento visa a prevenir as complicações agudas e crônicas decorrentes da hiperglicemia persistente.

 

Diabéticos devem monitorar seus próprios níveis de glicose, com frequência, diversas vezes por dia, para alterar sua medicação de acordo com as instruções do médico.

 

Nessa vertente de monitoramento vários estudos têm ressaltado a importância do diabético ser acompanhado por equipes multiprofissionais de saúde orientando todas as variáveis para um bom controle glicêmico.

Acompanhamento Nutricional

A primeira consulta com o nutricionista, deve ocorrer logo após a consulta com o médico que fez o diagnóstico de diabetes. Assim, toda a ansiedade em relação à alimentação vai ser atenuada e mais rapidamente haverá melhora da glicemia.

Atualmente o plano alimentar é baseado em uma alimentação saudável que considera todos os grupos de alimentos. A quantidade do alimento a ser consumido vai depender de cada caso e por isso o tratamento é individualizado.

Na consulta, o nutricionista realiza uma entrevista (anamnese) para obter dados sobre a doença atual e outras informações específicas para a construção do plano alimentar. Constam das perguntas, à história de algumas doenças (obesidade, anorexia, bulimia, dislipidemias, pressão alta, etc.) e a alimentação atual e pregressa (nascimento e do passado recente), assim como informações do funcionamento do tubo digestório como mastigação, problemas no estômago, glândulas anexas e eliminações fisiológicas (fezes e urina). 

 

A história alimentar é a ferramenta mais preciosa na consulta de nutrição pois a partir desses dados se iniciará a prescrição do plano alimentar. Portanto, é necessário ter o conhecimento das técnicas corretas para se coletar e avaliar estas informações, a fim de se obter um retrato mais fiel do perfil alimentar do indivíduo.

 

Uma das estratégias mais comumente utilizada é o recordatório de 24 horas, no qual se deseja saber os horários, locais e as quantidades de alimentos ingeridos em cada refeição do dia anterior. Estes dados podem ser complementados com informações obtidas pelo questionário de frequência de consumo alimentar, que classifica os alimentos por grupos (leite e derivados, frutas, hortaliças, carnes, ovos, óleos, etc.). Com estes dados o nutricionista deseja obter informações mais detalhadas sobre os alimentos consumidos e obter um panorama dos hábitos alimentares. Uma dica para esta primeira consulta, principalmente no caso das crianças, é já levar registrado o que foi ingerido por refeição na última semana ou em 3 dias (2 durante a semana e 1 de final de semana). O esquema de medicamentos (se houver) e os exames laboratoriais realizados previamente também são importantes para a avaliação do nutricionista e devem ser levados para a consulta. Outro item relevante é o fornecimento de informações sobre os exercícios físicos, realizados rotineiramente (horários, tipo, intensidade), uma vez que o plano alimentar poderá ser flexibilizado ou não a partir desses dados.

A outra etapa da consulta é o exame físico no qual são verificadas as medidas antropométricas como: peso, estatura e circunferência da cintura. Elas são importantes para se determinar o peso desejável e para traçar a estratégia do cálculo do plano alimentar (calorias). Se o indivíduo estiver acima do peso e tiver uma circunferência da cintura acima do normal, ele necessitará de uma restrição calórica mais importante do que aquele que tem esses dados dentro da normalidade. Estas medidas antropométricas fornecem pistas de maior ou menor resistência à insulina. Outras medidas como dobras cutâneas e percentual de gordura podem ser realizadas para complementar a avaliação da gordura corporal.

 

Os dados antropométricos são avaliados de maneira diferente de acordo com a idade do portador de diabetes. Crianças e adolescentes, por passarem por constantes mudanças devido ao crescimento, são avaliados através de índices e gráficos. A massa corporal no adulto é comumente avaliada através dos valores IMC (índice de Massa Corporal) e da circunferência da cintura e comparados a padrões de normalidade pré-estabelecidos. 

 

Após toda essa avaliação, o plano alimentar é calculado, correlacionando as necessidades nutricionais para idade e atividade física, com o peso que foi previamente determinado pela avaliação antropométrica. O nutricionista, através dos conhecimentos inerentes a sua profissão, transforma estes dados numéricos em medidas caseiras de alimentos para serem distribuídas pelas refeições. Esta distribuição da alimentação leva em consideração a anamnese alimentar (hábitos alimentares) e o esquema medicamentoso (insulina ou remédio).

A parceria entre o nutricionista e da pessoa com diabetes na elaboração do plano alimentar é fundamental para que este seja viável e prazeroso. As dúvidas sobre os alimentos surgem na medida em que aumenta o envolvimento com o plano alimentar e, desta forma, se inicia o processo educativo onde profissional e paciente passam a trocar informações que são essenciais para o sucesso do tratamento. 

 

Ainda nesta primeira consulta, o nutricionista inicia a abordagem sobre a ação dos alimentos no organismo e de como os nutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) agem sobre a glicemia. Outros temas como hipoglicemia e o uso de produtos diets, adoçantes, frutas, doces, etc. devem ser abordados de tal maneira que o paciente saia da consulta com segurança de realizar as suas refeições. 

 

A educação faz parte de todas as consultas e as dúvidas são explicadas juntamente com a construção do plano alimentar. Ao final da consulta é fornecido um plano alimentar específico às necessidades nutricionais e de saúde, com listas de alimentos para consulta sobre o seu conteúdo nutricional e de carboidratos. Estas listas abrem um leque de opções de alimentos de forma que o plano alimentar não fica monótono e pode ser modificado pela própria pessoa com diabetes, respeitando as orientações do nutricionista. 


Após a consulta, o nutricionista disponibiliza o parecer nutricional para o médico ou para outros profissionais que fazem parte da equipe de atendimento. As consultas subsequentes são igualmente importantes para que haja a avaliação e possível modificação da conduta nutricional inicial e possa dar continuidade ao processo educativo.

Muitas vezes pensamos que teremos de fazer uma dieta rigorosa, mas na verdade o que se espera é um planejamento e organização dos hábitos alimentares. Isto quer dizer que teremos que ter uma maior atenção quanto às escolhas dos alimentos e a quantidade consumida.

 

1 - Distribua os alimentos em 5 a 6 refeições ao dia. Não deixe de fazer o café da manhã! Se não puder fazê-lo em casa, leve um lanche reforçado para a escola ou trabalho.

 

2 - Nos lanches, comece sempre pelas frutas (evite sucos), mas não exagere na quantidade. Nenhum tipo de fruta é proibido!

 

3 - No almoço e jantar, continue a comer o tradicional arroz com feijão.

 

4 -A metade do prato deve ser de vegetais coloridos, principalmente os verde-escuros e amarelos. Pode ser na forma de salada crua e/ou vegetais cozidos. Evite molhos gordurosos.

 

5 - Escolha pequenas porções de carnes magras e faça rodízio entre as brancas, vermelhas ou ovo. Experimente também pratos vegetarianos.

 

6 - Evite os açúcares e alimentos açucarados. Se precisar utilize adoçante em pequena quantidade. Evite os adoçantes a base de frutose.

 

7- Só opte por produtos dietéticos se tiver certeza de que o mesmo atende as suas necessidades.

 

8 - Evite frituras e diminua o consumo de gorduras animais: carnes gordas, queijos (exceto os mais magros como, por exemplo, ricota, minas frescal, cottage), embutidos, manteiga, margarina, requeijão, creme de leite.

 

9 - Diminua o sal. Grande parte das pessoas com diabetes também apresentam pressão arterial elevada.

 

10 - Procure usar alimentos menos processados: pães integrais, aveia, arroz integral, macarrão integral, etc.

 

11- Evite bebida alcoólica.

 

12 - Tome água várias vezes ao longo do dia.

 

13 - Inclua como meta no seu plano de cuidado com diabetes, a consulta com um  nutricionista especialista para orientação da sua alimentação  ao longo da vida.

Exames e Tratamentos:

Diagnóstico da Diabetes por Exames Laboratoriais e seu Monitoramento

O diagnóstico de diabetes se baseia na detecção da hiperglicemia.

Para monitorar o tratamento e a adesão do paciente, vários exames laboratoriais são utilizados na pratica clínica, dentre eles: a hemoglobina glicada, um exame usado para triagem e diagnóstico e pedido diversas vezes por ano para monitorar pacientes com diabetes dos tipos 1 e 2.

É uma medida da quantidade média de glicose presente no sangue nos últimos 2 a 3 meses, e ajuda a determinar a eficácia do tratamento.

Microalbumina, com frequência pedida como relação microalbumina/creatinina, é um teste que mede quantidades muito pequenas de proteínas na urina (microalbuminúria). A microalbuminúria é um sinal de doença renal

Tratamentos para Diabetes

Diversos estudos comprovam que a atenção nutricional é importante na prevenção da Diabetes e no retardo das complicações associadas à doença, integrando o Conjunto de Medidas de Autocuidado e Educação em Saúde (AAD, 2007).

A alimentação está relacionada diretamente com alguns fatores que interferem na prevenção e no controle do DM e seus agravos. São eles: excesso de peso, dislipidemia, mau controle glicêmico e padrão alimentar com consumo excessivo de gordura saturada e pouca ingestão de frutas e vegetais (BRASIL, 2001; WHO, 2003). Assim, as modificações na alimentação são reconhecidas como um recurso tanto para o controle glicêmico como para o controle pressórico, para a manutenção ou perda de peso, resultando na redução dos riscos associados às doenças cardiovasculares.

Quanto à adesão, a dieta é de grande importância já que a educação nutricional é um dos pontos fundamentais no tratamento do DM tipo 2; sem uma alimentação saudável não é possível obter um controle metabólico adequado da doença.

Atividade Física no Paciente Diabético

A prática regular de exercícios físicos estimula a captação de glicose pelos tecidos periféricos e diminui as ações do sistema nervoso simpático. Assim, representa ao lado da dieta a primeira forma de abordagem no tratamento do paciente hipertenso e/ou diabético tipo 2. Observa-se que os níveis de insulina caem e o risco de hipoglicemia induzida pelos exercícios, nos portadores de DM tipo 2, é pequeno, mesmo durante os exercícios prolongados.

A prática regular de exercício físico resulta em benefícios significativos para os portadores de DM, contribuindo para a redução da glicemia após a realização do exercício, redução da glicemia de jejum, da hemoglobina glicada, bem como melhora da função vascular.

Cirurgias

Pelos dados de 2014, a estimativa é que cerca de 11,9 milhões de brasileiros apresentam diabetes e que em 2035 este número chegue a 19 milhões. Diante deste cenário, é – e será – cada dia mais comum que esses pacientes precisem passar por algum procedimento cirúrgico. Dessa forma, saber informar e preparar o paciente para que não aconteçam complicações é o objetivo da equipe de profissionais envolvidos. E, para facilitar, é importante que você, paciente diabético, saiba de algumas informações.

Quanto mais a glicemia está controlada, melhor a recuperação. Sabemos que tanto pelo risco de infecções e na cicatrização, quando mais controlado está o Diabetes, menores riscos de infeção e melhor a qualidade da cicatrização. Mesmo em pequenas cirurgias, o risco de infecção existe e, portanto, evitar tanto hiperglicemia (aumento de glicose) como hipoglicemia (queda de glicose) é fundamental para o processo cirúrgico.

Diabetes controlado é igual a coração com menos riscos. Uma dos fatores que preocupa quando um paciente diabético vai se submeter à procedimentos cirúrgicos é o risco cardíaco. Sabemos que pacientes diabéticos apresentam maiores chances de infartos, por exemplo, e quanto mais bem controlado está o paciente, os riscos são menores.

Para cirurgias programadas, as ditas eletivas, prefere-se um nível de Hemoglobina glicada menor que 8,5%. A escolha da melhor hemoglobina glicada, no entanto, pode variar conforme o procedimento que o paciente vai ser submetido e do julgamento do médico que o acompanha.

Monitorizar, esta é a palavra chave durante o internamento. Manter controlados os níveis de açúcar no sangue do paciente e no período do procedimento e do pós operatório, evitando oscilações. Também é importante saber quanto tempo o paciente ficará de jejum e também os ajustes necessários dos medicamentos. Oscilações dos níveis de glicose são esperadas e ter protocolos de atendimento (com insulina, por exemplo, caso a glicemia suba) torna mais fácil de manejar estas situações.

Fotocoagulação a Laser:

O que é a Fotocoagulação a laser?

A fotocoagulação a laser é um procedimento oftalmológico realizado de maneira rotineira no consultório, que tem como finalidade o tratamento de diversas doenças dos olhos, sobretudo doenças vasculares, com objetivo principal de preservar a visão e impedir a progressão dessas doenças.

Esse procedimento ajuda a reduzir  a formação de vasos sanguíneos anômalos na retina, responsável por causar diversas doenças como o glaucoma neovascular e a retinopatia diabética

Cirurgia a laser ou fotocoagulação

Durante o procedimento, um colírio ou uma injeção de anestésico é aplicada junto ao olho. O médico então faz queimaduras a laser nas áreas da retina longe da mácula, fazendo com que os vasos sanguíneos anormais “sequem”. Como são necessárias várias queimaduras a laser para ter efeito, duas ou mais sessões geralmente são necessárias para completar o tratamento.

Este tratamento faz com que novos vasos anormais “sequem” e muitas vezes os impede de crescer futuramente. Também diminuí a chance de ocorrer uma hemorragia vítrea ou descolamento da retina, sendo assim eficaz em impedir a perda grave da visão.

Algumas pessoas podem ver manchas perto do centro de sua visão após o tratamento, que geralmente desaparecem com o tempo, mas podem não desaparecer completamente.

A fotocoagulação a laser é extremamente simples: o procedimento é feito no consultório médico e dura, em geral, poucos minutos.

 

Além de ser rápido, o paciente não precisa se preparar nem estar em jejum. Um cuidado a ser tomado é levar um acompanhante, já que o paciente terá dificuldades em enxergar por algum tempo após, devido a dilatação pupilar.

O procedimento de fotocoagulação a laser é causa pouco ou nenhum desconforto, sendo é feito, na maioria das vezes, sob anestesia tópica (colírio). Em raros casos onde o paciente queixa-se de desconforto pode ser necessário o uso de anestesia injetável, onde se infunde um anestésico periocular.

A fotocoagulação a laser é um procedimento extremamente seguro, e as complicações são extremamente raras. 

 

Dentre as possíveis complicações destacamos a turvação transitória da visão, edema da mácula, alterações na visão das cores, prejuízo da visão noturna e uma série de defeitos no campo visual.

 

No entanto, quando realizado por uma equipe experiente, as chances de complicações são reduzidas.

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